segunda-feira, 28 de junho de 2010

Organização pede à União Europeia que pressione Indonésia sobre direitos humanos

Segundo a ONG, entre os pontos que requerem mais atenção estão a liberdade de expressão e a falta de transparência na administração

A organização Human Rights Watch (HRW) pediu à União Europeia (UE) que pressione o Governo da Indonésia para que adote as reformas legais necessárias em sua administração para aplicar e cumprir os direitos humanos. O grupo, com sede nos Estados Unidos, fez o requerimento por carta um dia antes de um encontro bilateral entre UE e Indonésia dedicado aos direitos humanos.

- O histórico de Direitos Humanos da Indonésia melhorou muito na última década, mas as reformas foram lentas ou inexistentes em algumas áreas críticas - assegurou Phil Robertson, subdiretor da HRW na Ásia.

Segundo a ONG, os pontos que requerem mais atenção são a liberdade de expressão, a existência de presos políticos, problemas de liberdade religiosa, os direitos das empregadas domésticas, a reforma do Exército e a falta de transparência da administração.

- A UE deve ressaltar a necessidade de (realizar) progressos reais em assuntos nos quais o Governo indonésio varreu para debaixo do tapete - acrescentou Robertson.

A HRW exigiu da UE que se some a seu apelo para que "mais de 100 ativistas de Papua e das ilhas Molucas presos por expressar suas opiniões políticas de forma pacífica" sejam libertados de forma "imediata e incondicional". Também assinalou a necessidade de retirar todas as leis nacionais e locais que restringem a liberdade religiosa na nação com mais muçulmanos do mundo, mais de 200 milhões de fiéis.

O encontro de amanhã é o primeiro centrado nos Direitos Humanos que Indonésia e UE celebrarão dentro de uma mesa permanente de diálogo estabelecida em novembro passado no Acordo Integral de Cooperação bilateral.

- O Governo indonésio fez o correto ao acertar reuniões anuais com a UE. O desafio é realizar progressos reais e acertar passos e calendários específicos para a melhora dos Direitos Humanos - disse Robertson.

EFE
Diário Catarinense

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